Epley & Schroeder (2014): conversar com um desconhecido é melhor do que a gente prevê
- Referência
- Epley N, Schroeder J. Mistakenly seeking solitude. Journal of Experimental Psychology: General 143(5):1980–1999, 2014. A Fonte local é a versão Online First (14/7/2014), com paginação própria de 1 a 21. Abrir o estudo (abre em outra aba)
- Verificação
- Lido no original em 20/10/2026.
- Por que moderada
- Nove experimentos, os de experiência vivida com sorteio da condição e em situação real (trem, ônibus, táxi), mas cada amostra tem de 43 a 179 pessoas, todas da região de Chicago, e tudo é autorrelato logo depois do trajeto.
- Amostra
- Passageiros de trem da estação Homewood (Illinois), participantes de um laboratório no centro de Chicago que vieram de ônibus, passageiros de táxi do aeroporto Midway e duplas num laboratório de Chicago. As amostras finais vão de 43 a 179 pessoas por experimento. Não é representativa da população.
- Desenho
- experimento
- País e período
- EUA · não informado no texto lido
- Financiamento e conflito de interesse
- Financiado pela Booth School of Business (University of Chicago), onde os dois autores trabalhavam.
O que mediu
Passageiros de trem e de ônibus foram sorteados para conversar com um desconhecido, ficar em silêncio ou seguir como sempre, e disseram depois quão positivo e produtivo foi o trajeto. Outro grupo, das mesmas linhas, previu como seria cada condição. Experimentos seguintes mediram quanto as pessoas achavam que os outros queriam conversar, repetiram o teste com taxistas e, no laboratório, mediram também quem foi abordado.
Achados
- 97 passageirosTrem: amostra final
"This left a final sample of 97 commuters"
Onde: Experimento 1a, Results (p. 4)
- mais positiva conversando; d = 0,63Trem: conversar contra ficar em silêncio, experiência vivida
"participants in the connection condition reported having a significantly more positive experience than participants in the solitude condition, t(94) ⫽ 2.49, p ⫽ .02, d ⫽ 0.63"
Onde: Experimento 1a, Results (p. 4)
- o contrário: menos positiva conversando; d = 0,41Trem: o que outros passageiros previram
"commuters predicted that they would have a significantly less positive commute in the connection condition than in both the solitude condition, t(64) ⫽ 2.46, p ⫽ .02, d ⫽ 0.41"
Onde: Experimento 1b, Results (p. 5)
- nãoTrem: conversar custou produtividade?
"What is clear is that participants who talked to a stranger did not leave the train feeling that a potentially productive commute was wasted."
Onde: Experimento 1a, Results (p. 4)
- mais positiva conversando; d = 0,56Ônibus: conversar contra ficar em silêncio
"Participants in the connection condition reported a significantly more positive experience than participants in the solitude condition, t(72) ⫽ 2.14, p ⫽ .03, d ⫽ 0.56"
Onde: Experimento 2a, Results (p. 6)
- o próprio é maior; d = 0,44Interesse próprio em conversar contra o interesse que se atribui aos outros
"participants reported being significantly more interested in talking to others than they thought others were in talking to them, t(63) ⫽ 4.77, p ⬍ .01, d ⫽ 0.44"
Onde: Experimento 3a, Results (p. 8)
- menos de 47%Parte dos passageiros que toparia conversar, na previsão
"Participants also predicted that fewer than 47% of commuters would be willing to engage in conversation"
Onde: Experimento 3a, Results (p. 8)
- nenhumQuantos foram rejeitados ao tentar
"In reality, all who returned our surveys reported talking with the person they attempted to connect with, and not a single person reported being rebuffed."
Onde: Experimento 3a, Results (p. 8)
- sim, tanto quanto quem puxou conversaQuem foi abordado também gostou?
"Apparently, being talked to by a stranger is every bit as positive as talking to one"
Onde: Experimento 5, Results (p. 13)
- 93%, 76%, 68% e 51%Levantamento no MTurk: evitaria falar com um desconhecido (sala de espera, trem, avião, táxi)
"a majority in each context thought they would avoid talking to a stranger (93%, 76%, 68%, and 51%, responded "no," respectively)"
Onde: Introdução (p. 2)
O PDF sai do pdftotext com o sinal de igual como "⫽" e o "menor que" como "⬍"; os Trechos copiam o texto extraído como ele sai.
Limitações
- O estudo não mede o liking gap de Boothby et al. (2018). Mede outro erro de previsão: as pessoas acham que conversar com um desconhecido vai ser pior do que ficar quieto, e que o outro tem menos vontade de conversar do que ela mesma. Serve à Dica como parente próximo, não como a mesma medida.
- Não há conversa romântica. São conversas de trajeto, de 10 a 20 minutos em média, e numa sala de espera de laboratório.
- Quem conversou recebeu a instrução de conversar. O Experimento 5 indica que isso não explica o resultado, e ninguém relatou ter começado a conversa falando do estudo, mas só metade dos que receberam o e-mail respondeu a essa pergunta.
- Todos os experimentos são da região de Chicago. Os autores esperam que a diferença entre previsão e experiência dependa de quanto a cultura local incentiva falar com desconhecidos.
- Efeitos medidos logo depois do trajeto. O e-mail da noite, no Experimento 2a, não achou diferença na avaliação do dia inteiro.
Citada em
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Como ler
- lido no original
- os números foram conferidos no texto completo do estudo.
- parcial
- conferido no resumo ou na página oficial, não no texto completo.
- não verificado
- ainda não conferido na fonte. Não sustenta nenhum Guia.
- forte
- amostra grande e representativa, replicado ou meta-análise.
- moderada
- bom desenho, mas uma amostra só, um retrato num momento ou um viés conhecido.
- fraca
- amostra pequena, não representativa, comercial ou com conflito de interesse.