Bressler, Martin & Balshine (2006): fazer rir ou rir junto
- Referência
- Bressler ER, Martin RA, Balshine S. Production and appreciation of humor as sexually selected traits. Evolution and Human Behavior 27(2):121–130, 2006. Texto completo no site do laboratório de Balshine: https://abel.mcmaster.ca/publications/pdfs/Bressler%20et%20al..pdf Abrir o estudo (abre em outra aba)
- Verificação
- Lido no original em 20/10/2026.
- Por que fraca
- 129 universitários de uma só universidade respondendo questionários e vinhetas hipotéticas, com subescalas de consistência baixa (alfa de 0,54 a 0,65).
- Amostra
- 129. 129 alunos de graduação da McMaster University (74 mulheres e 55 homens, idade média de 18,9 anos, de 17 a 25), participando por crédito de disciplina. Não é representativa da população.
- Desenho
- transversal (um retrato num momento)
- País e período
- Canadá · não informado no texto lido
- Financiamento e conflito de interesse
- Financiado por uma bolsa Discovery do NSERC (Canadá) para Balshine; nenhum vínculo comercial declarado.
O que mediu
O que homens e mulheres querem dizer com "bom senso de humor" num parceiro. Um questionário de 14 itens mediu três coisas: quanto o participante valoriza o senso de humor do parceiro, a capacidade do parceiro de produzir humor e a receptividade dele ao humor do próprio participante. Depois, em duas tarefas de escolha forçada com vinhetas, o participante escolhia entre alguém que faz rir mas não ri das suas piadas e alguém que ri das suas piadas mas não faz rir, para cinco tipos de relação: uma noite, encontro, relação curta, relação longa e amizade.
Achados
- 74 mulheres e 55 homensParticipantes
"One hundred twenty-nine McMaster University undergraduate students (74 women and 55 men"
Onde: Seção 2.1
- alfa de 0,63 (senso de humor), 0,65 (receptividade), 0,54 (produção)Consistência das subescalas
"(six items; Cronbach's a=.63), (2) the importance of a relationship partner's receptivity to the participant's own humor (four items; Cronbach's a=.65), and (3) the importance of a relationship partner's production of humor (four items; Cronbach's a=.54)"
Onde: Seção 2.2.1
- t = 8,40Mulheres valorizam que o parceiro produza humor
"only women valued their partner's ability to produce humor [women, t(73)=8.40"
Onde: Seção 3.1
- t = 0,70; p = 1Homens não valorizam que a parceira produza humor
"men, t(54)=0.70, p=1]"
Onde: Seção 3.1
- t = 5,07Homens valorizam mais a receptividade ao próprio humor do que a produção
"whereas men valued a partner's receptivity to their own humor more than a partner's production of humor [t(54)=5.07"
Onde: Seção 3.1
- t = 3,94Para um encontro, mulheres preferem quem faz rir, acima do acaso
"Women's preference for humor producers was significantly different from chance for dates [one-sample t tests: t(73)=3.94"
Onde: Seção 3.2
- t = 2,72; p = 0,04Para relação longa, mulheres preferem quem faz rir
"long-term relationships [t(73)=2.72, p=.04]"
Onde: Seção 3.2
- t = 4,90 (sinal negativo no original)Para um encontro, homens preferem quem ri das suas piadas
"sample t tests: t(54)=ÿ4.90"
Onde: Seção 3.2
Os autores concluem que, para os homens, "bom senso de humor" numa parceira quer dizer que ela aprecia o humor deles, não que ela seja engraçada (Discussão). As preferências só passaram do acaso em encontros e relações longas; em uma noite e relação curta, não.
A Dica "Senso de humor ajuda"
O estudo mede preferências declaradas e escolhas entre pessoas imaginárias, não atração real. Ele não testa se ter humor ajuda alguém a atrair. Mostra que as duas metades do humor pesam diferente: mulheres dizem querer quem as faz rir; homens dizem querer quem ri das piadas deles. A Dica, como está escrita, junta as duas coisas.
Limitações
- Universitários de uma só universidade canadense, de 17 a 25 anos; mais mulheres que homens.
- Tudo é autorrelato e escolha hipotética, sem interação real.
- As subescalas do questionário têm consistência baixa (alfa de 0,54 a 0,65).
- As vinhetas forçam uma escolha artificial: quem faz rir não ri das suas piadas, e vice-versa.
- Os autores apontam que participantes jovens podem ter tido dificuldade de imaginar uma noite ou uma relação curta.
- A orientação sexual dos participantes não é informada; as vinhetas descrevem sempre alguém do outro sexo.
Citada em
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Como ler
- lido no original
- os números foram conferidos no texto completo do estudo.
- parcial
- conferido no resumo ou na página oficial, não no texto completo.
- não verificado
- ainda não conferido na fonte. Não sustenta nenhum Guia.
- forte
- amostra grande e representativa, replicado ou meta-análise.
- moderada
- bom desenho, mas uma amostra só, um retrato num momento ou um viés conhecido.
- fraca
- amostra pequena, não representativa, comercial ou com conflito de interesse.